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Wednesday, August 06, 2008

O que levo de Londres comigo

Oh vida, oh céus. Como não estou achando suficiente estar nervosa com a gravidez, a mudança (de casa, de país, de vida, de tudo), a ansiedade por uma segurança financeira, a mudança (esqueci de citar as malas), a carência, as saudades, etc etc etc, resolvi também escolher este momento pra refletir sobre o que quero fazer da minha vida. Afinal de contas, já que é pra surtar, que seja de verdade. Certo?

Pois então.

Foi só quando cheguei em Londres, um ano e meio atrás, que levei o choque do Marketing verde e comecei a entender as suas dimensões. Aliás, eu nem gosto de chamar de Marketing verde porque pra mim, vai muito além disso. A parte ambiental desse movimento todo é só uma pequena partezinha de uma coisa muito maior, que não tem nome, mas que eu chamaria de "Marketing do bem". Nem sempre as campanhas que me transmitem essa mensagem estão focadas na preservação do meio ambiente - muitas vezes são apelos sociais diversos ou apenas novas formas, mais gentis e respeitosas, de se falar com o consumidor. Faz tempo que eu tenho percebido esse novo "tom", muito sutil, nas campanhas por aqui: um tom de respeito, um tom de quem fala com alguém de igual pra igual. Exemplo disso era uma campanha da Virgin Media que chamou a minha atenção e a de meus colegas de curso, que explicava timtim por timtim como funcionava a conexão de fibra óptica e porque ela era melhor. O anúncio só tinha texto, era relativamente técnico, e ficou marcado na minha memória como um dos melhores que já vi.

É claro que nenhuma dessas campanhas está livre de interesses, afinal ninguém gasta dinheiro apenas para ser gentil (pelo menos não as instituições lucrativas). Mas sim, continuo vendo isso como uma onda "do bem" pois, interesses à parte, todo mundo sai ganhando. Não há problema em haver interesses se ambos os lados estão sendo beneficiados, e se a campanha é honesta. Essa onda me despertou um otimismo em relação à publicidade e marketing que eu nunca havia sentido, uma nova forma de enxergar esse mercado do qual por acaso eu participo, mas desta vez uma forma empolgante, honesta, verdadeira, uma razão de ser maior para se dedicar de corpo e alma a um trabalho e não apenas pra ganhar dinheiro e ir dormir com dor na consciência por estar dando mais dinheiro pra quem já tem e não fazendo nada de bom pra ninguém. É, eu sofri bastante desse mal de consciência no meu passado profissional.

Além disso, acredito que mesmo havendo interesses financeiros por trás de campanhas "boazinhas", muitas vezes os lucros não estão diretamente envolvidos. Mas isso não anula, de forma alguma, o retorno positivo e futuro em termos de imagem e aprovação do consumidor. Afinal, isso é inteligência. É ir muito além do próprio umbigo, é aprender de uma vez por todas que o interesse coletivo faz o ambiente como um todo muito melhor e volta para o indíviduo, mas de forma muito mais gratificante - e permanente. Como explicar a campanha do Transport for London (a empresa responsável pela administração do transporte público em Londres), que espalhou cartazes dentro dos ônibus, nos pontos e nos metrôs incentivando as pessoas a usar mais a bicicleta, a caminhar, a descer 1 ou 2 pontos (ou estações) antes e terminar o trajeto a pé? Porque eles fariam isso? Suícidio? Não. Empatia com o público. A gente vê os cartazes e pensa "que caras legais". Mas tem outra coisa: as pessoas já perceberam que não existe crescimento de receita eterna, poço sem fundo. Existe um ponto de equilíbrio, um tamanho certo para cada empresa, na qual elas chegam e a partir de então, mudam o foco para manter-se do mesmo tamanho porém cada vez mais excelentes em seus serviços ou produtos, mais sustentável, mais em sintonia com o mercado e tendências e comportamento do consumidor. Mas por que parar de crescer? Porque o mundo não suporta mais todo mundo querendo ser mais rico, melhor, maior. As coisas só vão chegar perto do ideal quando ficar cada um no seu lugar e respeitando os limites, crescemndo em qualidade e não mais em tamanho.

Depois de me recuperar dessa surpresa toda, de ter encontrado uma filosofia "do bem" tão desenvolvida por aqui, de ter encontrado, enfim, uma forma de trabalhar na área que escolhi respeitando meus princípios, achei que finalmente poderia ser feliz no meu trabalho. Mas e aí? Cadê as empresas que pensam assim? Como é que eu encontro os meus iguais? Continuo esbarrando o tempo todo com gente que acha que produto reciclável, orgânico ou biodegradável é "frescura". Continuo esbarrando com gente que se refere ao próprio público consumidor com desprezo e ar de superioridade. Continuo vendo, aos montes, gente que só quer saber de receber seu salário e ir pra casa no final do dia, como se o que faz nas 8 horas de trabalho fosse algo completamente sem importância. Procurei cursos especializados em MKT verde, procurei cursos especializados em MKT social, procurei cursos especializados em MKT do bem. Mas não tem.

Eu tive um diretor uma vez que dizia que deveríamos colocar, nas lojas do nosso cliente (que oferecia "serviços financeiros" - empréstimos - pra classe C e D), um consultor ajudando as pessoas e verificando se elas precisavam mesmo de empréstimos ou se não era só uma questão de reorganizar o orçamento. Ninguém deu importância pra essa idéia que, na minha opinião, se tivesse sido colocada em prática quando foi lançada teria transformado a empresa em revolucionária e líder absoluta, sem contar o grau de fidelidade que agora teriam seus consumidores.

Eu quero vender carro dizendo pras pessoas caminharem mais. Eu quero vender TV falando que nada susbstitui o pôr do sol ao vivo. Eu quero ser gentil com meus consumidores, que eles tenham razões verdadeiras para confiar em mim. Mas, como em todo o começo de revolução, estou perdida à procura dos meus companheiros, sem saber por onde começar.

Tuesday, July 22, 2008

Haja coragem

É aqui que estou


(foto tirada ontem do estacionamento do Sainsburys em Londres. Esse supermercado está no centro da cidade - e eram umas 10 da noite quando a foto foi tirada.)


E é pra lá que eu vou


(foto tirada ontem em São Paulo)

Wednesday, March 12, 2008

Berlim

Eram 9:40 pm e nós estávamos chegando no aeroporto. Só podíamos estar embriagados por Berlim, para achar que iríamos pegar o vôo que decolaria em 15 minutos. E ainda não tínhamos feito o check-in.
Essa história de viajar muito faz a gente ficar folgado e perder a noção das coisas. É claro que perdemos o vôo.
E de repente, lá estávamos nós. Às onze horas da noite de domingo, sentados num trem vazio de bancos cor-de-rosa e paredes lilás, voltando para Berlim. Como se um ímã tivesse nos puxando de volta, com força.

Berlim nos surpreendeu do começo ao fim. Desde o trem rosa e lilás (logo de cara), até as porções gigantes e minúsculas dos mesmos produtos disponíveis no supermercado. Na forma como os cidadãos parecem, ao mesmo tempo, viver da memória da guerra e dos horrores que viveram, e tentar desesperadamente deixar pra trás e recomeçar uma outra vida do zero. A cidade é pulsante, é nova como não há outras na europa, mas também tem um certo ar de descuido e decadência paulistana em alguns cantos, embaixo dos viadutos e nas pichações do muro. Uma cidade criativa, em ebulição, construções feias por fora e inacreditavelmente deslumbrantes por dentro. Se São Paulo fosse uma cidade decente, seria Berlim. Talvez por isso eu tenha sentido um carinho quase familiar pela cidade. Saudades da minha São Paulo estranha e talentosa.

Tínhamos reservado um hostel pois os hotéis estavam superfaturados graças à ITB Fair. A chegada no nosso quarto do hostel foi a primeira suspeita de que estávamos diante de uma cidade especial: eu que esperava encontrar beliches, dei de cara com um quarto maior, e mais moderno, do que a maioria dos que já tínhamos ficado. Não se trata de luxo. Se trata de astral, modernidade, criatividade, bom gosto. Era tudo simples, tudo prático. Chão fácil de limpar, móveis simplistas, venezianas, uma planta. É isso o que eu quero dizer quando falo que dá pra ser chique sendo pobre! É isso! Não precisa pôr cortina, edredon de florzinha, tapete-persa-barato-que-brilha. Quanto menos frescura, menos perigo. E assim foi minha primeira impressão de uma cidade fascinante.



No primeiro dia fomos conhecer a Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche. É a ruína de uma catedral que foi quase totalmente destruída durante a guerra e não foi reconstruída de propósito, para que sua torre em pedaços reinasse no alto dos telhados lembrando a todos dos horrores que uma guerra pode causar. Uma decisão sábia. A se julgar pelo entorno da praça da catedral, foi tudo reconstruído. A foto da época dos bombardeios mostrava uma cidade-fantasma, com nenhum telhado pra contar a história, uma cidade feita de ruínas sem que se pudesse imaginar qualquer tipo de vida ali no meio daqueles escombros. E olhando em volta, comparando a foto à atualidade, eu tive certeza de que se nenhuma ruína ficasse ali de lembrete, ninguém mais se lembraria do que um dia aconteceu ali.





Nessa noite, fomos a um restaurante que superou qualquer expectativa. No guia, era citado como "bom" e com preços razoáveis. Fomos porque era o mais perto de onde estávamos. Encontramos um restaurante simples, confortável, de comida divina. Até então eu não havia ido a um só restaurante na europa que ganhasse dos meus paulistanos preferidos. Muito provavelmente isso acontece porque aqui não vamos aos restaurantes mais badalados, e em São Paulo frequentávamos esse tipo de lugar muito mais. Mas também porque em Londres os realmente bons restaurantes são realmente caros. E em Berlim achamos restaurantes com estrela no Michelin, de se comer rezando, por preços absolutamente inacreditáveis se comparados a Londres. Mais especificamente, pelo preço de uma pizza em Londres.

No segundo dia o Nando chegou e fomos conhecer os pontos turísticos importantes do outro lado da cidade. O Portal de Brandemburgo, onde Hitler fazia seus discursos; o parlamento alemão que recentemente ganhou uma cúpula de vidro do arquiteto Norman Foster (para felicidade do Nando), e a Potsdamer Platz. A Potsdamer Platz foi o lugar mais marcante. Até 18 anos atrás, no lugar dessa praça passava o muro de Berlim. De um lado, a Alemanha ocidental, moderna, rica. De outro, a Alemanha oriental, pobre, desigual. Ali no lugar da praça, há não muito tempo atrás, existia apenas um vazio, um terreno aberto de terra batida preenchido por um muro e algumas barricadas e guaritas de cada lado. Agora, no lugar do muro, uma enorme avenida. E o complexo mais moderno que eu já vi, prédios todos iluminados com suas janelas voltadas para um átrium coberto por uma cúpula-escultura branca. Tipo uma cidade indoor do futuro, com cinema 3D, estação de metrô, lojas hi-tech, prédios de escritórios. E a poucos metros dali, pedaços de um muro pichado que parece peça de museu a céu aberto, mas que há nem duas décadas era a única coisa existente. É impressionante.





E por incrível que pareça, depois disso conseguimos achar algo ainda mais impressionante. O Judisches Museum Berlin é um museu dedicado à religião, raça e cultura judaica. Mas mais do que um museu, ele é uma experiência. O prédio é formado por 3 eixos, que se cruzam. O eixo principal é o da continuidade: o eixo da história dos judeus, desde o começo dos tempos até o futuro. Ele é cruzado pelos outros dois, o do holocausto e o do êxodo, que cruzaram a vida dos judeus ao longo da história.
Os corredores vão se espremendo e, quase que inconscimentemente, passamos a sentir um certo incômodo, frio, sensação de falta de rumo. Os espaços vazios que se interpõem entre os corredores têm sempre essa proposta: de trazer sensações. Numa delas, mais emocionante, um espaço tinha rostos de metal jogados no chão. Enquanto íamos passando pelos corredores do museu, víamos de janelinhas, do mais alto até o andar mais perto, esses rostos, lembrando corpos jogados numa vala comum. Mas quando chegávamos lá embaixo, na entrada do espaço, uma nota do arquiteto pedia que os visitantes pisassem em cima dos rostos. Um pouco assustador, mas quando começamos a andar por cima deles, entendemos: eram feitos de um metal pesado, que ao ser pisado batia nos outros e formava um som forte de armamento, de barras de ferro, de guerra, de cadeia. Como é que ele pensou nisso? O arquiteto, genial, chama-se Daniel Libeskind e é o mesmo que ganhou a concorrência para reconstruir as torres gêmeas de NY. Virei fã. Aliás, estou muito contente com a quantidade de ídolos que venho colecionando ultimamente.





Infelizmente conseguimos um vôo para a manhã seguinte, bem cedo. E tivemos que deixar Berlim, mas com aquele gostinho de quero mais que faz a gente voltar tantas vezes para o lugar querido, sempre com a desculpa de que faltou uma coisa pra conhecer.



Sightseeing:
Kaiser-Wilhelm-Gedächtniskirche
Portal de Brandemburgo
Reichstag (parlamento)
Potsdamer Platz
Memorial do Holocausto
Juidisches Museum Berlin

Restaurante:
Florian

Hostel:
BaxPax Downtown

Friday, February 22, 2008

A Globalização da Empada

Escrevi um comentário num blog alheio e de repente achei que sem querer eu tinha escrito um post pra este blog.
É que o Antonio Prata (link aqui do lado) escreve muito bem. Queria eu ter sido a autora de metade dos seus textos. E ele escreveu um que é praticamente uma ode à empada (leiam lá) que me lembrou de um assunto que eu estou remoendo há meses e não transformei em texto não sei por quê.

Viajando pela Europa eu notei que Londres tem as mesmas lojas que Paris, Barcelona, Milão. As mesmas redes de fast-food. A mesma moda. Cada vez mais as ruas vão ficando mais iguais, os nomes mais repetitivos. E as exclusividades mais escassas. E eu que só queria descobrir o que tinha de típico de cada lugar.
Cheguei a comentar com vários amigos que essa era uma das minhas grandes decepções, essa globalização que assassinou o que há de regional e especial de cada canto do mundo. Chega uma hora que você começa a viajar muito e a achar tudo meio igual, e confesso que perde um pouco da graça. Achei muito mais divertido conhecer a Inglaterra de 1995 do que a de 2007. Agora quase tudo o que tem aqui eu já tinha acesso no Brasil. Ou pelo menos grande parte. Há 15 anos, quase nada do que tinha aqui estava disponível no Brasil. E era tudo muito mais encantador e novo.

Mas no Brasil não. Contra toda e qualquer tendência de globalização, o Brasil em alguns aspectos vai se tornando cada vez mais autêntico. No Brasil tá cheio de coisa que só tem no Brasil: empada, brigadeiro, samba, pandeiro. Suor, bagunça, pastel, garapa. Putz, como é que eu ia me esquecendo da pamonha. E feijoada! E forró, luau, trio elétrico. A lista é interminável. E as batas, os colarzões, aquelas roupas meio-pai-de-santo-meio-riviera francesa que só no calor tropical dá pra usar e não perder a elegância? Que maravilha! E essas coisas autênticas brasileiras estão cada vez mais na moda, cada vez mais nas graças do povão e da elite, numa comunhão de estilo e amor ao que é tradição. Um ponto positivo pro país que só leva bronca.

Isso me faz ficar mais otimista. A tendência é inventar tendências, encontrar costumes, sabores e cores diferentes das que já se espalharam por aí. Deve ser esse o tal do ciclo - um dia é da caça, outro do caçador. Ia ser lindo ver a irreverência dos brasileiros, a gentileza e a alegria virando moda no mundo todo. Quem sabe daqui a vinte anos não vai ser a gente que vai substituir os Mac Donald's espalhados pelo planeta pela grande rede Rancho da Empada?

Wednesday, February 20, 2008

Esses veículos, os carros

Londres é uma cidade na qual quase não se tem necessidade de ter carro. Uma coisa rara, um exemplo importante, que eu acredito sinceramente que seja o futuro - porque é melhor e porque tem que ser assim. A concepção de transporte "cada um no seu carro, com o banco de trás vazio" é um absurdo, uma promiscuidade. É quase como a festa do sexo antes da aids aparecer. Todo mundo feliz e contente com seu carrão, e de repente, bum! Explosão de gás carbono na atmosfera, desastres naturais, aquecimento global e tudo aquilo mais que a gente está cansado de escutar. Um carro pra cada um é uma prática incabível que tem que ser esquecida, mais cedo ou mais tarde.

A sensação de que os ingleses estão sempre à frente do nosso tempo sempre me acompanhou, e enquanto no Brasil o sonho das pessoas é o carro próprio, aqui eles já estão criando regras e sistemas de transporte para que os carros sejam cada vez menos usados e necessários. O que eu acho lindo e óbvio, e me deixa inconformada o fato de em outros lugares isso não estar sendo nem considerado ainda.

Mas não sejamos utópicos. Enquanto não estivermos plantando nosso próprio alimento no quintal, precisaremos ir e vir em busca de suprimentos. Precisaremos ir até o supermercado e voltar pra casa carregados de sacolas. E não se trata só do consumo: e as viagens? Eu não quero que voltemos no tempo a ponto de vivermos cada um na sua porção de terra, plantando seus vegetais e isolados do resto do mundo. Não que eu realmente ache que isso pode acontecer. Seria voltar aos feudos. Então como faríamos pra viajar? Pra ir ali até a praia? Não tem jeito, carro ainda vai ser por muito tempo essencial em algumas situações.

Por tudo isso eu achei genial o que descobri ontem: O Streetcar. Trata-se de um sistema de carro pay as you go: você só usa quando realmente precisa. É tipo um carro coletivo que só na hora de fazer aquela baita compra e precisar de um porta-malas, ou ir viajar no fim de semana, você pega. Funciona como um clube, você se registra, paga uma anuidade e recebe em casa um cartão. Depois, é só ir até onde tenham carros disponíveis, que é literalmente em cada esquina (perto de casa achei 3 pontos, todos a uns 2 minutos a pé). Você abre o carro com o cartão, coloca no painel o código do aluguel que você fez pela internet e pronto, dá a partida e sai dirigindo. A tarifa depende de quanto tempo você vai ficar com ele, que podem ser períodos de meia hora a um mês. Sempre, claro, muitíssimo mais barato do que um aluguel comum e complicado das rent-a-cars da vida.



Eu, que estava louca pra pegar uma estrada e conhecer a Inglaterra direito, sem ter que depender de trens, ônibus e estações, podendo parar onde bem entendesse pra tirar fotos ou admirar a paisagem, fiquei empolgadíssima. Pra ficar perfeito mesmo, agora só falta eles substituirem os carros pelos novos modelos de emissão zero de carbono que já estão sendo produzidos por aqui, como o Honda Civic Hybrid. Aí sim vou poder dizer que "Oh, that's the idea! Making good use of baaad rubbish!"

Tuesday, February 19, 2008

Quase de volta

Oi gente! Voltei. Quer dizer, quase. Tá tendo um ciclone em Londres, mais especificamente na Embaixada do Brasil, mais especificamente na minha sala. Três eventos sendo preparados simultaneamente, ânimos exaltados (inclusive o meu), tanta coisa que nem percebi que voltei e nem fiz a digestão da Bélgica ainda.

Mas enquanto eu não consigo sentar e escrever sobre essa viagem como ela merece, adianto para vocês alguns pensamentos.

A Bélgica tem uma das cidades mais bonitas que eu já conheci, chamada Bruges.

Os Belgas são elegantes. Foi um choque voltar para Londres. Nada de 5 cores contrastantes no mesmo figurino, nem calças rosa-choque e nem verde-limão! E eles se agasalham no frio!

Todos os Belgas falam 2 línguas: francês e holandês. Todos. E a grande maioria fala 3, porque também se vira muito bem no inglês para falar com o resto do mundo.

Os Belgas fazem o melhor chocolate do mundo. A Godiva, a Neuhaus e a Guylian são Belgas.

Os Belgas fazem as melhores cervejas do mundo.

O Asterix era Belga.

Definitivamente os Belgas são seres superiores, muito mais evoluídos do que o resto dos mortais.

Thursday, February 14, 2008

Belgium break



Back on Monday!

Thursday, February 07, 2008

Bélgica

A gente estava sem grana. Quer dizer, ainda está. Tão sem grana que quinta-feira que vem é Valentine's day e o Ri não estava encontrando nem um restaurantezinho affordable pra gente ir comemorar. Ah, ele estava procurando no guia "Cheap Eats in London". Pindaíba mesmo.

Aí eu num momento de auto-ajuda, navegando pelas páginas das cias áreas de baixo custo (é, eu sempre faço isso. é minha terapia.), achei passagens muito, mas muito, baratas para Bruxelas. Mais do que as de Berlim. 1 centavo porém com menos taxas, resultando na bagatela de 10 libras por passagen, ida e volta, com taxas inclusas. Mas naquele esquema de vôo de madrugada, saindo do aeroporto mais longe impossível e sem bagagem.

Até aí, ficava muito mais barato do que o jantar de Valentine's day dos restaurantes baratos. Mas e o hotel? Bom, ainda temos alguns euros que sobraram da última viagem. Comecei a pesquisar e tive a boa surpresa de que os hotéis de Bruxelas, em pleno inverno e sem nenhuma mega-feira-internacional acontecendo, eram bem baratos também, e mais ainda no fim de semana, quando eles baixam ainda mais os preços para atrair viajantes da região. Reservei um hotel 4 estrelas por um preço mais baixo do que vamos pagar o hostel em Berlim.

E então me lembrei que tenho desconto em todos os hotéis da rede Radisson em qualquer lugar do mundo, por trabalhar na Câmara de Comércio / Embaixada. Vi que o Radisson de Bruxelas era 5 estrelas e considerado uma das melhores e mais luxuosas opções de hospedagem na cidade, mas não custava nada fazer uma consulta de quanto sairia. E não é que com o tal descontão sairia o mesmo preço do 4-estrelas-barganha, ainda mais barato que o hostel de Berlim??? E na reserva ainda está escrito: "Categoria - Amigos e familiares da rede Radisson". Chiquérrimo.

Então pessoal, aí vamos nós, semana que vem, conhecer a Bélgica, terra dos meus antepassados, ficar em hotel 5 estrelas mas só com mala de mão :-)

Ah, se todos os problemas fossem resolvidos assim... tá sem dinheiro? Vai pra Bélgica e fica num hotel 5 estrelas. Haha.

Já estou animadíssima. Primeiro porque esta é a primeira viagem que a gente vai fazer fora do circuito "normal" europeu. Eu estava louca para conhecer lugares menos turísticos e baladados e principalmente para conhecer o interior de algum país, pois até agora só tínhamos ido a capitais. Além de Bruxelas, vamos para Bruges e Antuérpia (que eu nem sabia que ficava na Bélgica). Duas cidadezinhas pequenas, lindas e sem a invasão de imigrantes que tomou conta das principais cidades da europa. Quem sou eu pra falar mal de imigrantes, é claro que uma cidade cheia deles fica mais interessante em vários aspectos, mas também perde um pouco suas raízes e costumes tradicionais. E isso, pelo que estou descobrindo, é o que mais vamos ver por lá.

Além disso, descobri que a Bélgica é a terra dos quadrinhos e é de lá que saíram o Tintim e os Smurfies, só pra dar dois exemplos famosos. Além de ser a terra do chocolate e da cerveja. Pode ser melhor?

Wednesday, January 16, 2008

Minha sina

Não pessoal, não vamos ficar em nenhum desses hotéis incríveis que descobrimos em Berlim. Sabem como é. Eu sou uma pessoa que tem muito, mas muito mesmo, azar com datas - principalmente em se tratando de viagens.

É claro que o preço de £0,02 por passagem não ia ficar assim.

No exato dia que a gente chega em Berlim até o exato dia que a gente vai embora (já ouvi isso antes) vai acontecer uma feira lá. A ITB Berlin. "The World's Leading Travel Trade Show". 11.000 (onze mil) exibidores. 180.000 (cento e oitenta mil) visitantes.

Onde é que essas CENTO E OITENTA MIL pessoas vão dormir???

- Nos hotéis de Berlim!

E o que vai acontecer???

- Eles vão ficar lotados e caros! Mais caros que Paris! A preços estratosféricos!!!

...

Mais Berlim

Berlim é provavelmente a cidade que mais me despertou curiosidade de todas as que visitei durante minha estadia na Europa. Afinal, sobre todas as outras eu já tinha escutado falar alguma coisa, ou pelo menos já tinha um clichê formado na cabeça: Amsterdam é a cidade do pessoal maluco, Paris eu já conhecia - mas o clichê do romantismo não deixa a desejar e todo mundo conhece, Barcelona é da balada e da praia, e por aí vai. Mas Berlim? O que vocês imaginam quando pensam em Berlim? Até agora, o máximo que eu conseguia pensar era num muro (que já caiu) e no nazismo (que já acabou). Ou seja... nada muito palpável.
Durante esse quase um ano em Londres escutei muita, mas muita gente falar de Berlim. Que a cidade estava se tornando fantástica, que seria a nova capital da europa. Vi anúncios de venda de imóveis em Berlim para investidores, prometendo lucros muito acima da média local. Ouvi o Nando, arquiteto PhD (que, aliás, vai com a gente! :D) falando das artes e museus e arquitetura. E fui ficando com vontade.

E aí comprei a passagem em um momento "a-um-centavo-até-injeção-na-testa" e comecei a estudar a cidade. Até aí vocês já sabem.

Como vocês também já sabem, descobri um hotel de um maluco com quartos temáticos pra lá de esquisitos. Mas achei um outro hotel, tão especial quanto, mas com a diferença de que este me deu água na boca de vontade de ficar hospedada. O Hotel se chama "Arte Luise Kunsthotel" (www.luise-berlin.com/). Para vocês entenderem o conceito, esse hotel é conhecido como "uma galeria de arte onde você também pode passar a noite". Fica bem no centro da cidade, super bem localizado, perto de boa parte dos monumentos históricos e do buxixo. O site parece o de uma galeria de arte: você clica no link para ver as fotos dos quartos, e ele te apresenta cada quarto com um texto, contando a história daquela "obra" e o nome do artista.


Elvira Bach(Berlin)
Drei Damen in Rot
Three Women In Red
Dynamic, sensuous, typical Elvira Bach! Three life-size female figures painted directly on the semicircular wall accentuate the room, which is otherwise elegantly styled in black and white.


Wolfgang Petrick (Berlin)
Endmoräne Berlin
Endtime moraine Berlin
Berlin as a type of giant treasure trove, a highly varied collection of [hi]stories, biographies, structures and materials presented by the artist as a three dimensional installation with the quality of a translucent phantasm. For Wolfgang Petrick the work’s layering, accumulation and agglomeration are conducive to relaxation, imagination, communication and deep sleep.


Heiner Meyer (Bielefeld)
"Belle de Jour"
Classical motifs as an artistic and aesthetic framework for a big-city hotel room. The erotic associations are quite obvious, as implied by the name the artist chose in direct reference to the film.


A. Paeslack(Berlin)
Der arme Poet
The Poor Poet
The spirit of Carl Spitzweg is present here in what is perhaps his most famous painting. Artist Andreas Paeslack used the painting as the basic motif for his room installation, creating what amounts to a three-dimensional reproduction of it. The aspect of an audience is created by an apparent opening into the room, which gives visitors to the “Hamburger Bahnhof” museum a view into the room. Thus in this game the guest, as the poor poet, becomes part of the central motif together with the room.


Christoph Platz(Bochum)
Standby
The artist works with associations. His sculptures represent the outer shell, devoid of content. Clothing without people; on the walls of the room, in a specially produced showcase desk, or used as a stool. They symbolize travel; clothes for the trip, utensils, and souvenirs for home. Everyday objects intricately carved in limewood develop a mysterious inner life in the hotel room. Fantastic and simply beautiful.

Berlim é, sem dúvida, uma das cidades mais interessantes que eu já vi. Mesmo sem ainda ter ido.

Wednesday, January 09, 2008

Operação Berlim mal começou e já está rendendo

Um dos meus passatempos prediletos é ficar brincando de comprar passagem entre cidades da europa nesses sites de companhias low cost. Coloco "Londres-qualquer cidade" e vejo a barganha que consigo. Nessa brincadeira vou aprendendo quais são mais baratas, quais valem mais à pena e vou tendo idéias para a escolha do próximo destino.

E qual não foi a minha surpresa ao colocar "Berlim" no campo do destino:



Dá pra ver direito? Eu aumento um pouquinho.



Uma das cidades que a gente mais queria ir, a 0,01 de libra por trecho. Ou seja, 0,02 centavos por passagem, ida e volta, o que equivale a uns 7 centavos de real. Dá pra acreditar numa coisa dessas? Não, né? Mas eu juro que é verdade.

E então, depois da óbvia compra imediata, comecei a pesquisar a cidade. Sempre achei que Berlim precisava ser estudada antes de ir. Muita história, cada esquina é importante e ia me dar aflição passar por esquinas, monumentos, ruinas, sem saber de sua importância histórica.

Ainda não aprendi muito sobre a história, fugi um pouco do foco e acabei me deparando com outras informações bem interessantes. A primeira peculiaridade que encontrei foi em relação ao café da manhã servido nos hotéis. Na maioria deles ele é servido até o meio-dia. Um dos que eu pesquisei serve o café da manhã 24 horas por dia, non-stop. Acordou no meio da noite com fome? Chegou da balada às 5? Chegou da balada, capotou e acordou no dia seguinte só às 3 da tarde? No problem.

Mas o vencedor indiscutível desse começo de pesquisa (essa pesquisa promete) é o Hotel Propeller Island City Lodge (www.propeller-island.com). O proprietário é um artista maluco que resolveu criar quartos bastante alternativos e agradar a um perfil, digamos, diferente de viajante. Vale a pena esmiuçar o site inteiro e se divertir bastante, mas eu não aguento e já adianto os meus preferidos para vocês.







Quem encara uma viagenzinha a Berlim?

Monday, November 26, 2007

Mais Paris

Além de ficar repetindo que Paris é o máximo, também tem algumas novidades que trouxemos de lá e que podem interessar quem está pensando em ir.

Primeiro (essa dica é pros londrinos ou pra quem vem me visitar em Londres e quer dar uma esticadinha em Parrí): considerem o Eurostar. Considerem seriamente. Não tem comparação a facilidade de se ir de trem. Todas as vezes que saímos de Londres para alguma outra cidade da Europa, caímos naquela (verdadeira) história: preço de passagem de avião super baixo, duração do vôo é curta, a compra das passagens pela internet é a mais fácil possível, e pronto. E fomos de avião pra tudo quanto foi lugar. Mas essa equação, definitivamente, não vale pra Paris. O meu argumento principal é que, pra sair do centro de Londres e ir para qualquer aeroporto, demora pelo menos 1 hora. O recomendável é que se chegue no aeroporto, pra fazer check-in, com 1 hora ou até um pouco mais de antecedência. Nisso já se perdem umas 2 ou 3 horas. Chegando no aeroporto de destino, mais umas 2 horas, no mínimo, entre passar por fila de imigração, esteira de bagagens, transporte até o centro da cidade, etc. Ou seja, além das horas de vôo, perdemos facilmente mais umas 5 horas antes e depois. Enquanto isso, de trem, é assim: Você sai do trabalho em pleno horário do rush, às 18:30hs. Pega um táxi ou um metrô e em 20 minutos está na estação de metrô St Pancras, que é interligada à de trem de mesmo nome. Aí você vai numa das dezenas de máquinas espalhadas pela estação, enfia seu cartão de crédito na máquina, ela reconhece seus dados e imprime seu ticket (que você também comprou pela internet, com a maior facilidade). Aí você passa o ticket por uma espécie de catraca, entra na parte restrita aos viajantes (uma espécie de sala de embarque, bonita, cheia de sofás e novinha). Passa as malas pela esteira, mostra o passaporte pro policial, sobe uma escada rolante, entra no trem. Espera 2 horas e 15 minutos, numa poltrona confortável e com serviço constante de bar. Chega em Paris, na estação Nord, 5 minutos de táxi do hotel. Ou até menos, dependendo de onde você se hospeda.
Parece mágica. Você entra numa construção no centro de Londres e de repente, aparece no centro de Paris. Tudo rápido, fácil e gostoso, sem stress. Só tem um ponto negativo: as pessagens de trem podem ser muito caras. Mas se compradas com antecedência e para dias alternativos, que não seja "ida sexta à noite e volta domingo à noite", fica bem acessível. (www.eurostar.co.uk)

A próxima dica é o hotel que ficamos. Como ainda não ficamos ricos, estamos no esquema hotel-barato-porém-limpinho. Com a internet ficou muito fácil encontrar e reservar hotéis, mas ao mesmo tempo, essa quantidade toda de opções deixa todo mundo um pouco perdido. Qual será realmente bom e qual, entre todas essas ofertas, esconde uma roubada daquelas? Por isso a melhor forma de se escolher hotéis, pra mim, continua sendo a indicação de amigos e pessoas que confiamos. O Ric achou esse hotel em alguns guias, recomendado como opção boa entre os mais baratos. Ou seja, eu não estava esperando nenhum palácio. E nem foi isso que encontrei. Porém, e quem conhece Paris ou qualquer outra cidade da Europa sabe disso, hotéis baratos muitas vezes significam coisa velha, mofada, caindo aos pedaços. Sem ter o nome de uma grande rede hoteleria por trás, esses hoteizinhos acabam ficando parados no tempo, sem serem reformados, modernizados ou higienizados. E aí você encontra coisas como cortinas de veludo, carpetes centenários, enfim, coisas muito interessantes e peculiares mas não necessariamente agradáveis. O hotel que ficamos, chamado Chopin, é uma mistura de tudo, na medida, sem ser "americanizado" por uma dessas redes e nem francês demais a ponto de ser "peculiar". Charmosérrimo, fica dentro de uma galeria, entre um museu de cera, lojinhas locais e uma patisserie deliciosa. Ele tem as suas cortinas e papéis de parede. Porém os banheiros estavam recém reformados, e a limpeza impecável. A construção é daquelas que você não entende onde começa e onde acaba o prédio, porque vai juntando com o do lado, com o de trás, aí você desce escada, anda um poquinho, sobe outra escada, enfim, um labirinto típico das construções antigas. Mas pelo preço, garanto, em Paris não se encontra nada melhor ou mais charmoso.

Saturday, November 24, 2007

Estamos vivos... e mais vivos do que quando fomos... :-)

Gente.

Obrigada pela preocupação. Pelas orações e pensamentos positivos. Obrigada, de coração.

Mas vou contar uma coisa para vocês: Paris não tem como ser ruim. Desculpem por deixá-los preocupados, eu sei que tenho uma tendência forte ao dramatismo. Mas eu estava preocupada de verdade, não foi por mal. E agora eu descobri. Não dá, é realmente impossível, Paris ser ruim.

A gente nem foi ver se estava tendo greve.

A gente simplesmente andou, andou e a vista e as construções e as lojinhas e as galerias e as patisseries e os bistrôs eram tão lindos, tão elegantes, tão charmosos e cheios de surpresas que mesmo com o frio congelante que estava fazendo a gente não sentia vontade de entrar debaixo da terra e pegar um trem.

Eu já tinha ido para Paris, 6 anos atrás. Lembro que voltei encantada, e fiquei pensando em Paris por muito tempo. Aí fui viajando pra outros lugares, conhecendo outras coisas, e Paris foi ficando meio de lado, esquecida, na minha lista de preferidas. Mas foi só um mal-entendido. Me apaixonei de novo, e desta vez mais, porque desta vez é o presente e o presente é melhor que o passado. E com o maridão então. Paris é perfeita. Cada vez mais.

Eu sofri com dor nas pernas de andar de um lado pro outro da cidade o dia inteiro, todos os dias. Eu sofri um pouco não conseguindo pegar nem um taxi livre do Quartier Latin até o Hotel (=longe), de noite, muito cansada e com muito frio. Mas Paris é tão incrível que mesmo assim eu ia andando e admirando e o tempo passava mais rápido.

Se eu continuar escrevendo, vai ser tão repetitivo e tão meloso que var ficar muito chato. Por isso deixo que as imagens falem por si mesmas... e me aguentem por mais alguns anos repetindo que por mais que o mundo rode e que a globalização traga infraestrutura e que os vôos sejam mais baratos, a terra gira, gira, e acaba sempre indo parar na superioridade indiscutível de Paris.

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Arte ao vivo


Jardin des Tuileries


O Louvre


La Defénse


A árvore de natal das Galerias Lafayette

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as luzes da cidade-luz


precisa de legenda?


les fromages


obra de arte moderna


a praça em frente ao Museu Pompidou

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Declaração de amor na calçada


Barracas numa ruazinha do Quartier Latin


O imponente Musée D'Orsay


A praça mais bonita do mundo


Uma das centenas (ou milhares?) de galerias do Louvre






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Wednesday, November 14, 2007

...

Eu tinha ACABADO de escrever o post abaixo quando fui pro site do Estadão ler as notícias. Dei de cara com esta aqui.
Por que, POR QUE, bem no dia que eu vou?!?!
Acho que a viagem romântica vai virar experiência histórica.
Alguém tá precisando de correspondente local??

"PARIS - A greve dos ferroviários, metroviários e motoristas de ônibus na França deixou o sistema de transportes públicos do país em situação caótica nesta quarta-feira, 14. O presidente francês, Nicolas Sarkozy, começou a enfrentar a mais forte onda de protestos setoriais contra seus projetos de reformas da previdência social, educação superior e Judiciário.

Trabalhadores de empresas públicas de transporte e energia, estudantes universitários, funcionários da Justiça e servidores públicos em geral cruzarão os braços em movimentos independentes - e impopulares.

Os ferroviários iniciaram às 20h de terça (17 horas pelo horário de Brasília) uma greve em protesto contra as reformas no sistema de aposentadorias especiais. Na manhã desta quarta, os funcionários dos serviços de metrô e ônibus devem aderir à greve, em um esforço conjunto para parar o país.

Este deverá ser o primeiro estágio de uma série de paralisações previstas para os próximos dias, que vêm sendo consideradas um dos principais desafios ao programa de reforma econômica do governo de Sarkozy.

A paralisação deverá afetar milhares de usuários do transporte público na França. "Milhões de franceses serão privados de sua liberdade fundamental, a liberdade de movimento, e talvez até de trabalhar", disse nesta terça-feira o primeiro-ministro da França, François Fillon, ao Parlamento.

A EDF, companhia de energia elétrica, e a GDF, de gás, também devem ser afetadas pela paralisação. A greve da categoria, a segunda em um mês, é por causa do projeto de reforma da previdência social que prevê a extinção dos regimes especiais de aposentadorias. No dia 20 de novembro, será a vez de professores e funcionários públicos.

Segundo a correspondente da BBC em Paris, Emma Jane Kirby, a determinação de Sarkozy de enfrentar os poderosos sindicatos de trabalhadores da França será agora realmente testada, e a reputação do presidente depende de seu sucesso.

Sarkozy pretende reformar o sistema atual de aposentadoria, que permite que alguns funcionários públicos se aposentem aos 50 anos. O presidente afirma que pretende seguir com as reformas, apesar da greve.

"Vou levar essas reformas até o fim. Nada vai me desviar do meu objetivo", disse Sarkozy ao Parlamento Europeu, durante uma visita a Estrasburgo. O presidente também lembrou que foi eleito com base em um programa de reformas.

De acordo com Kirby, apesar de ter prometido que não vai recuar diante das greves, o presidente espera evitar que ocorram protestos de rua como os de 1995, na última vez em que o governo francês tentou implementar as reformas no sistema de aposentadorias."

Tuesday, November 13, 2007

Férias

Este blog estará de férias em Paris de hoje até domingo. Torçam para que a greve não seja tão feia, que ele não fique a pé, congelando, e que ele volte cheio de histórias (boas!) pra contar :-)

Monday, November 12, 2007